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A presidente do Movimento Catador Legal, Tatiane Ribeiro Champe Correa, discursou na tribuna, durante a sessão ordinária desta quinta-feira (20/03), a respeito da falta de repasse de recursos que algumas associações estão enfrentando. Ela ocupou o espaço do acordo de lideranças, a pedido da bancada do PT na Casa. Segundo a profissional, o processo da criação de uma nova lei cria uma burocracia que dificulta a existência das instituições que dependem desses valores.
Ela afirmou que o movimento foi criado para buscar legalidade aos catadores com um convênio e, a partir dele, recursos a esses profissionais. Explanou que as associações do município de Caxias do Sul prestam um trabalho gratuito, mas sem receber a devida visibilidade. Pontuou que, com o apoio da Casa Legislativa e da Prefeitura, é possível que o grupo possa elaborar projetos.
Tatiane, que também preside a Associação de Recicladores Girassol, celebrou uma nova conquista do Fundo Municipal de Fomento à Reciclagem (EcoFundo). O valor, que era R$ 20 mil por ano, subiu para R$ 60 mil, para ajudar em manutenções e aquisições. Comentou que a Girassol até agora não obteve valor algum, mesmo possuindo o direito de receber R$ 120 mil. Falou que algumas associações conseguiram ganhar valores diversos, mas a Girassol, não.
O Conselho de Defesa do Meio Ambiente (COMDEMA) e o EcoFundo solicitaram lei suprema, o que ela julgou desnecessário, pois alegou que o fato traz uma burocracia que dificulta o recebimento de desses direitos de valor. A lei exigida, segundo a presidente, vai causar uma lentidão que prejudica as associações, após anos de desafios que as mesmas tiveram de enfrentar. Com isso, fez uma solicitação direta a todos os vereadores da Câmara, para que ouvissem o apelo dela. Também pediu que tivessem empatia com os catadores, que realizam o melhor trabalho possível para todos.