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Maurício Marcon elogia a privatização da CEEE-D

O vereador também lamentou a situação econômica e da educação no Rio Grande do Sul, durante a pandemia


A privatização da CEEE-D pautou o grande expediente do vereador Maurício Marcon/NOVO, na sessão ordinária desta quinta-feira (01/04). Para o parlamentar, a venda da empresa foi acertada pelo governador Eduardo Leite. Marcon citou o valor de venda da CEEE-D, no dia de ontem (31/03), pela quantia simbólica de R$ 100 mil, mais R$ 7 bilhões, valor das dívidas da empresa.

O vereador parabenizou o governador Eduardo Leite pela privatização de uma empresa que, segundo ele, é falimentar. Ele afirmou que a empresa custava, aos gaúchos, R$ 1,3 bilhão de ICMS ao ano, ou seja, cobrava o ICMS dos consumidores e não repassava ao governo do Estado.

Apesar de parabenizar o governador, Marcon fez uma ressalva a Eduardo Leite. Em 2018, quando o ex-governador José Ivo Sartori quis privatizar a empresa, a bancada do PSDB, na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, foi contra. De acordo com o parlamentar, se a privatização tivesse ocorrido anteriormente, o Estado já teria poupado R$ 3 bilhões em arrecadação de ICMS. Marcon defendeu que, com esse valor, muitos hospitais, estradas e mais segurança pública poderiam ter sido conquistados para os municípios gaúchos.

O legislador também trouxe à pauta a suspensão de atividades do comércio, durante a pandemia. Segundo o comparativo entre as cidades de Pelotas e Porto Alegre, feito pelo prefeito da capital gaúcha, Sebastião Melo, as restrições de funcionamento, em determinados dias e horários, provoca aglomerações, ao invés de dispersar pessoas.

Em relação aos dados econômicos do RS durante a pandemia, o parlamentar mostrou que 47% dos empresários ainda têm dificuldades para manter o próprio negócio. Na mesma linha, cerca de 30% das micro e pequenas empresas não conseguiram criar canais de venda digital. Para Marcon, existem muitos produtos que não podem ser vendidos em plataformas digitais.

Sobre a educação, o parlamentar criticou o governo brasileiro por não organizar a voltas das aulas presenciais, após mais de um ano de pandemia. Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) – Departamento Científico de Saúde Escolar (2019-2021), quase 40% dos alunos da rede pública não tiveram acesso às aulas no ensino remoto. “Imaginem o que vai repercutir isso na nossa produtividade, no ensino e no desenvolvimento do nosso país”, lamentou.

01/04/2021 - 15:29
Assessoria de Imprensa
Câmara Municipal de Caxias do Sul

Editor(a): Fábio Rausch - MTE 13.707
Redator(a): Letícia Kreling

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