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Vereador Rafael Bueno lamenta morte do amigo Luiz Pizzetti, um dos grandes líderes comunitários da história de Caxias do Sul

Ex-vereador, ex-presidente da AMOB Madureira e presidente de Honra da UAB faleceu na madrugada deste Natal, aos 94 anos


Amigo pessoal, conselheiro, comunitarista e um dos principais incentivadores políticos. Assim, Rafael Bueno/PDT, o mais jovem vereador da história de Caxias do Sul, definiu um dos mais experientes homens da política de Caxias do Sul e da Região, Luiz Pizzetti, que morreu na madrugada desta terça-feira (25). Bueno costumava visitar Pizzetti sempre que podia, mesmo depois que ele adoeceu. Nas vezes que o amigo veio à Câmara Municipal - e eram muitas, porque chamava o Legislativo de sua "segunda casa" - conversavam por longo tempo. Pizzetti faleceu aos 94 anos, no Hospital Virvi Ramos. Havia cerca de uma semana estava internado, e Bueno o viu pela última vez na tarde desta segunda-feira (24), horas antes de morrer.

A ligação de Pizzetti com o comunitarismo vinha de muitos anos. Presidiu a AMOB do Madureira, a segunda fundada em Caxias do Sul. E nisso Bueno também se espelhava, porque aos 17 anos assumiu a presidência da AMOB do Cristo Redentor, e começou a lutar pelas causas da região. Pìzzetti ajudou a fundar a União das Associações de Bairros (UAB) - onde era presidente de Honra, e trabalhou como sapateiro, motorista, taxista e vendedor. Em 2013, foi homenageado pela Câmara Municipal com o Prêmio Caxias.

Em 1954, filiou-se ao Partido Comunista Brasileiro (PCB), hoje Partido Popular Socialista (PPS). Suplente de vereador em 1964, foi preso pelo regime militar e transferido para Porto Alegre, onde ficou detido mais de um mês. Um ato simbólico no Legislativo, em setembro de 2015, homenageou o vereador cassado Percy Vargas de Abreu e Lima e os 17 suplentes da antiga Aliança Republicana Socialista 51 anos após a cassação. Entre eles, estava Luiz Pizzetti, que havia assumido o mandato por alguns dias.

"É um dia muito triste, perco um grande amigo, com o qual aprendi demais na vida pessoal e política. Todas as falas que ele fez na tribuna da Câmara eram aulas de resistência, cidadania, democracia e humanidade. Ele acreditava nas pessoas e foi combativo até o fim. Tanto, que fez questão de me acompanhar quando fiz recadastramento biométrico, em 2014, porque dizia ser fundamental seguir votando", lembrou Bueno.

25/12/2018 - 11:43
Gabinete do vereador
Câmara Municipal de Caxias do Sul

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