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Associação de Umbanda pede nova área para instalação de templo


Saul de Medeiros considerou arbitrária ação do Executivo de desapropriar Reino dos Orixás


O presidente da Associação de Umbanda Caxias, Saul de Medeiros, esteve no plenário do Legislativo caxiense, na manhã desta quarta-feira (10/10), para se manifestar no espaço quinzenal da Tribuna Livre. Na oportunidade, ele considerou arbitrária a ação da prefeitura, que encaminhou notificação em maio de 2018, para que as entidades afroumbandistas desocupassem, em 30 dias, o Santuário Ecológico Reino dos Orixás. 

Da tribuna da Câmara, Medeiros recordou a história da Associação, que reúne mais de 500 casas de culto afroumbandistas. Segundo ele, a agremiação, que administrava o espaço, em São Virgílio da Sexta Légua, colocou Caxias do Sul no cenário das cidades brasileiras que valorizam as culturas e religiões africanas. No entanto, o representante da organização disse não acreditar que a ação tenha se baseado em preconceito religioso, mas na falta de diálogo. “Para nós, foi um ato arbitrário, antidemocrático, autoritário e tirano”, ressaltou.

O Santuário Ecológico Reino dos Orixás foi destinado, pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma), para uso do movimento de escoteiros. Medeiros salientou que o espaço servia para que os umbandistas depositassem suas oferendas, ao invés de deixá-las nas encruzilhadas ou em outros espaços públicos. Na ocasião, ele enalteceu o apoio da Câmara para a permissão do uso da área.

Segundo ele, os afroumbandistas de Caxias do Sul atuam de forma comprometida com a sua fé. Ao final da manifestação, Medeiros ressaltou não ser contrário ao uso do local pelos escoteiros, mas pediu que, se possível, seja mantida a nomenclatura. Além disso, solicitou o apoio da Câmara para a obtenção de um novo espaço para instalar um templo para os despachos.

10/10/2018 - 14:09
Assessoria de Imprensa
Câmara Municipal de Caxias do Sul

Editor(a): Vania Espeiorin - MTE 9.861
Redator(a): Felipe Michelon Padilha

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