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Velocino Uez participa da 18ª Jornada da Viticultura Gaúcha


Presidente da Comissão de Agricultura do Legislativo, Uez esteve no evento que identificou os problemas enfrentados dentro e fora dos parreirais


Nesta quarta-feira (27.06), o vereador Velocino Uez/PDT, presidente da Comissão de Agricultura, Agroindústria, Pecuária e Cooperativismo (CAAPC) da Câmara Municipal, esteve presente na 18ª Jornada da Viticultura Gaúcha, na comunidade de Faria Lemos, interior de Bento Gonçalves. O tema do encontro foi “Vitivinicultura e as experiências positivas”, com painéis expondo a realidade do setor vitivinícola, que reuniu cerca de 350 produtores rurais.

No evento, foram apresentados trabalhos realizados pela Comissão Interestadual da Uva, que congrega o Rio Grande do Sul e Santa Catarina. A entidade defende os interesses dos viticultores, principalmente relacionada ao preço mínimo, bem como as causas do setor. Os números da safra da uva de 2018 também foram compartilhados com a comunidade.

Márcio Roberto Ferrari, vice-presidente do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) e coordenador interestadual da Uva, entidade que representa 31 municípios, apresentou a história da entidade mostrando dados numéricos sobre produção e defasagem no preço do produto. Dados do cadastro da viticultura de 2015 apontam que o Rio Grande do Sul produz 40.336,2 hectares de uva, sendo que as microrregiões formada por Caxias do Sul, Guaporé e Vacaria, respondem por 36.075,64 hectares. 

Segundo Ferrari, os problemas estão no custo variável e no custo fixo de produção comparado ao preço mínimo. Para 2018, o preço mínimo é R$ 0,92, enquanto o custo variável representa R$ 1,01. Quando os valores são comparados com o custo fixo, que inclui parreirais, terra, defensivos e custo operacional, o prejuízo aumenta em R$ 0,42. Para minimizar as discrepâncias entre o valor de produção e o valor praticado no mercado, a entidade defende subvenção para o seguro agrícola, maior fiscalização sobre os derivados da uva, completou o vice-presidente.

Os preços pagos pela uva, não cobrem o preço de produção. A valorização entre o discurso e a prática não está acontecendo. Temos ainda os longos prazos para os viticultores receberem a sua produção. Tem agricultores que levam até um ano para receber e não tem reajuste”, citou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Cedenir Postal, que representa Bento Gonçalves, Monte Belo do Sul e Santa Tereza.

A falta de incentivo e valorização do setor afeta até a sucessão nas propriedades rurais, levando os jovens a buscar outras atividades mas rentáveis e mais segura. 

A Jornada da Viticultura Gaúcha ainda apresentou painel sobre assistência técnica como estratégia para otimização dos custos de produção, apresentado Leandro Venturin da Emater e Perspectivas climáticas: primavera/verão com a meteorologista Stael Sias. 

28/06/2018 - 14:57
Gabinete do Vereador Velocino Uez/PDT
Câmara Municipal de Caxias do Sul

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