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Comissão de Direitos Humanos acompanha caso de suposta truculência da BM

Homem de 27 anos está em estado gravíssimo no Hospital Pompéia


 

Durante a tarde desta quinta-feira (22), a Comissão de Direitos Humanos da Câmara de Vereadores esteve no Hospital Pompéia, onde visitou os familiares de Adair José Ferreira Gomes. O homem de 27 anos, está em coma, no hospital pompéia, desde a madrugada da última quarta-feira, quando foi preso em flagrante, junto com outro homem, após manterem um jovem como refém.

Segundo informações do Tente-coronel Júlio César Marobim, Adair teria tentado fugir e na fuga caiu na rua, o que teria ocasionado os ferimentos.

A Vereadora Ana Corso/PT, Presidente da Comissão de Direitos Humanos, após ver a situação de Adair, concluiu que uma simples queda na rua não resultaria na quantidade de ferimentos que o homem apresenta. "Fica evidente que houve exagero por parte da polícia, o Adair, que não tem antecedentes está em coma, com diversos ferimentos, seria impossível estar assim só com uma queda." A Brigada Militar já instaurou inquérito para apurar as circunstâncias do fato.

A Vereadora Ana argumentou que a Comissão de Direitos Humanos não defende bandidos. "Os direitos são universais e não só para alguns. Fomos procurados pelos familiares do Adair e viemos ver a situação dele, assim como sempre vamos atender qualquer vítima de violência e discriminação." Ana Corso, lembrou ainda que há 25 anos atrás, quando a Comissão de Direitos Humanos foi criada, ela já tinha esse tipo de atuação de verificar as chamadas operações varreduras, que eram feitas pela Briga Militar nos bairros periféricos da cidade. Ana lembrou de todo o trabalho feito pela Comissão, das Audiências Públicas sobre drogadição, sobre o preconceito contra os LGBTs, discutindo a situação dos idosos.

O Vereador Mauro Pereira/PMDB, mencionou que é preciso esclarecer o que realmente aconteceu com Adair Gomes, pois a BM argumentou que o homem teria caído na rua, mas também falou que a violência está aumentando em Caxias.

Renato Nunes/PRB, também integrante da Comissão de Direitos Humanos, falou que a Comissão existe para defender o cidadão que é vítima de qualquer tipo de preconceito e abuso. "Não somos contra a polícia, tanto que estivemos em Porto Alegre reivindicando mais viaturas e mais equipamentos para a Brigada".

Moisés Paese/PDT, disse que a polícia deve usar um princípio básico da medicina, que é o de não causar danos e nenhuma das partes.

Geni Peteffi/PMDB, argumentou que quando um policial é agredido o fato não ganha tanta repercussão.

Ana Corso, disse ainda que polícia eficiente não é a que mata, mas sim a que consegue êxito sem violência. E para encerrar, informou que a Comissão vai solicitar uma audiência com o Comandante-Geral da Brigada Militar, Coronel João Carlos Trindade Lopes, pois os casos de abusos de violência da Polícia em Caxias estão se tornando recorrentes.

 

22/10/2009 - 21:22
Assessoria de Comunicação
Câmara de Vereadores de Caxias do Sul


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