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Legislativo caxiense leva discussão sobre segurança no Interior a Vila Cristina


A reunião teve a presença do Executivo Municipal e de lideranças comunitárias


As comissões de Agricultura, Agroindústria, Pecuária e Cooperativismo (CAAPC) e a Temporária Especial para o Enfrentamento da Violência, do Legislativo caxiense, realizaram, na noite desta quarta-feira (11/04), nova reunião pública para debater sobre a segurança no Interior caxiense. Desta vez, o encontro foi realizado no CTG Galpão da Amizade, em Vila Cristina.

Na oportunidade, a vereadora Paula Ioris/PSDB, que preside a Comissão para o Enfrentamento da Violência, explicou o funcionamento do grupo parlamentar, a partir de três eixos. De acordo com a tucana, a atividade faz parte do segundo eixo, que conta com a participação da sociedade civil e das entidades. “Queremos envolver a comunidade no autocuidado. Sabemos da responsabilidade dos órgãos competentes mas a organização dos moradores é importante na questão da segurança. É de união que precisamos”, ressaltou.

O presidente da CAAPC, Velocino Uez/PDT, destacou a importância das reuniões para que as autoridades públicas tomem ciência dos problemas existentes. “Sei que existem muitos problemas em relação a segurança no interior do município. São apenas dois policiais que atendem cerca de 25 comunidades nesta região”, lamentou.

A presidente da Associação de Moradores de Vila Cristina, Claudete Maria Bortoluz, abordou a problemática que a comunidade tem enfrentado com o enfraquecimento do policiamento comunitário. De acordo com ela, policiais militares residem na comunidade desde 1996. A principal dificuldade, segundo a líder comunitária é o baixo efetivo para o atendimento às redondezas. “Nossa comunidade está se sentindo abandonada. Tínhamos um modelo de policiamento comunitário diferente. Os policiais vêm aqui, mas atendem também Galópolis e a 4ª Légua. Perdemos a esperança de ter um policiamento comunitário exclusivo para Vila Cristina”, desabafou.

Representante do 12º Batalhão de Polícia Militar (BPM), o 1º tenente Clodoaldo Santin reconheceu os problemas estruturais, mas alentou os moradores, alegando o trabalho conjunto com a Guarda Municipal. “Precisamos de mais efetivo para cobrir a contento. A comunidade tem sido um olho nosso, um braço da polícia que forma, conosco, a polícia comunitária”, salientou.

O secretário municipal de Segurança Pública e Proteção Social, Clóvis Juvenal Pacheco, revelou que, além de auxílio à Brigada Militar nas ações ostensivas, a Guarda Municipal tem realizado trabalho de preventivo, junto às instituições de ensino. “Estamos realizando palestras nas escolas para falar sobre segurança. Queremos ampliar o efetivo da Guarda Municipal e trabalhar na prevenção”, comentou.

Durante o encontro, o gerente de ações preventivas da Guarda Municipal, Ronaldo Godoy, avaliou que grande parte dos problemas de segurança que preocupam os moradores da localidade se deve à falta de espírito comunitário. “Construir e manter esse espírito de comunidade agora, para não acontecer o distanciamento que vemos nas grandes cidades”, completou.

O coordenador do grupo Cinquentenário em Alerta, Elton Gausmann, relatou a experiência em termos de segurança criada pelos moradores do Bairro Cinquentenário. “Nosso grupo foi fundado em 2015 e nossas armas são a união a informação e a prevenção. Mais de 800 pessoas participam do nosso grupo de Whatsapp. Qualquer situação suspeita é passada para os membros do grupo”, explicou.

Gusmann também detalhou que o trabalho conjunto exige normas e regras assumidas por todos. Segundo ele, o Cinquentenário em Alerta possui normas, como não tratar de política, religião ou futebol, por exemplo. “Tratamos apenas de segurança. Desde meados de dezembro não tivemos delitos graves em nosso bairro”, ponderou.

O presidente da Associação de Moradores do Bairro Colina Sorriso, Elvio Gianni, também falou sobre a ação desenvolvida a partir da união dos moradores, denominado Colina Segura. Segundo ele, a mobilização iniciou a partir de uma onda de assaltos que culminou com a morte de um dos moradores.

Em seguida, Jair Strapasson, líder comunitário de Galópolis, idealizador do projeto de coordenadas de geolocalização das residências da zona rural, relatou as dificuldades de segurança, no Interior, como a distância entre as casas e a falta de comunicação. Explicou que geolocalização por satélite é uma alternativa para facilitar que as autoridades policiais ou de socorro médico localizem com mais facilidade as residências através de coordenadas. “Funciona com GPS e o número da coordenada pode ser facilmente obtido através da plataforma Google Maps”, resumiu.

12/04/2018 - 15:56
Assessoria de Imprensa
Câmara Municipal de Caxias do Sul

Editor(a): Fábio Rausch - MTE 13.707
Redator(a): Felipe Michelon Padilha

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