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Líderes questionam gestão pública no interior caxiense


Discursos também repercutiram perda de recursos federais na calamidade de Vila Oliva


A falta de comprometimento dos subprefeitos na solução de problemas das comunidades do interior foi um dos temas das declarações de líderes da sessão ordinária desta quarta-feira (06/12) na Câmara Municipal.

A primeira manifestação foi de Ricardo Daneluz/PDT, relatando o descontentamento da comunidade de Vila Oliva com as atitudes do subprefeito, Jefferson Côrtes, até no atendimento de serviços básicos do distrito.

O pedetista enumerou o abandono da execução, não por falta de máquinas, e de tarefas simples como as roçadas da área urbana, do acesso, reparos no calçamento na localidade e conserto de uma ponte.

Conforme o parlamentar, o subprefeito ignora pedidos de limpeza de terreno desde a época do tornado, sob o argumento que as áreas atingidas são particulares. Em nome da comunidade, solicitou o imediato afastamento do subprefeito, que na sua avaliação, não gosta de Vila Oliva e fala mal de sua gente.

Em aparte, Gladis Frizzo/PMDB agregou à avaliação de Daneluz a crítica que tem ouvido dos moradores do distrito, onde foi solicitado ao subprefeito intervenção para retirar entulho após reconstrução de uma propriedade atingida pelo temporal e não obteve retorno por ser particular. Faltou sensibilidade tanto ao subprefeito quanto da Secretaria Municipal de Obras, ponderou.

O líder do PCdoB, Renato Oliveira, adiantou que a União das Associações de Bairros (UAB) ingressará na Justiça contra a terceirização do Postão 24 Horas, decisão que projeta também deverá ser adotada pelo Sindicato dos Servidores Municipais (Sindiserv). Disse perceber o sucateamento da estrutura física da unidade, que já apresenta vidros quebrados, confirmação  do desastre na área de atendimento com a saída de mais de 80 médicos do Sistema Único de Saúde. Na avaliação de Renato, tudo está sendo feito pelo Executivo para favorecer a proposta de terceirização dos serviços do SUS, quando, em sua opinião, se houvesse uma gestão competente, o investimento seria na ampliação do número de funcionários.  

O parlamentar comunista abordou ainda a mobilização dos profissionais de educação infantil, que retornaram ao plenário nesta quarta-feira. Para ele, a greve não foi encerrada, uma vez que não houve assembleia. Com a decisão unilateral do presidente do Sindicato (Senalba), segundo o vereador, os professores foram abandonados. Mas há necessidade da representação sindical indicar algum de seus dirigentes para negociar a condução da greve até o seu final.

Em aparte, Alberto Meneguzzi/PSB destacou a queixa de usuários sobre a falta de médicos nas Unidades Básicas de Saúde do distrito de Fazenda Souza e do bairro São Leopoldo.

Outro aparte foi concedido ao vereador Renato Nunes/PR, da base governista, que eximiu a administração da atitude do presidente do Senalba, historiando os fatos ocorridos na reunião em que o prefeito apresentou a proposta sobre a alteração na educação infantil. Nela, ao final, o presidente declarou que se sentia contemplado pelo anúncio, e que levaria para a assembleia da categoria.

Em aparte, Rafael Bueno PDT avaliou que faltou experiência ao presidente do sindicato, pela condução amadora de declarar greve encerrada sem fazer a assembleia.

O líder do PTB, Adiló Didomenico, referendou as reclamações formuladas a partir da fala de Ricardo Daneluz sobre a falta de apoio do Poder Público à comunidade de Vila Oliva depois do tornado que devastou a localidade.

Embora reconhecendo a ação efetiva dos órgãos do município nos primeiros 15 dias, o petebista criticou o legalismo adotado a partir daí,  que decidiu não mais retirar entulhos e limpar terrenos em propriedades particulares. Para ele, é prerrogativa do Poder Público, diante de uma calamidade climática, prestar este serviço.

Em aparte, o vereador Alceu Thomé/PTB deu conta da resposta que recebeu da Coordenadoria de Defesa Civil do município ao seu pedido de informações, feito no início de novembro, sobre o repasse e a destinação dos recursos oriundos da decretação de estado de calamidade pública encaminhado pela administração de Caxias ao Ministério da Integração Nacional.

Conforme ofício assinado por Anderson Marcos Teixeira, o pedido foi feito e deferido pelo Ministério. Todavia, a ajuda financeira não chegou ao município pela ausência de um cartão do BB para depósito em conta corrente vinculada ao evento climático. Sem dinheiro, não houve repasse.

A partir da informação de Thomé, Adiló concluiu que o município falhou e perdeu os prazos para receber os recursos, o que configura falta gravíssima, cujas responsabilidades devem ser apuradas.

Outro aparte foi de Velocino Uez/PDT, que também revelou o descontentamento da comunidade de Galópolis com seu subprefeito, por conta da falta de gerenciamento adequado e não atendimento às demandas do interior.

O pedetista destacou o mau relacionamento entre os funcionários e os gestores, pois dos 11 trabalhadores que atuavam na manutenção das estradas, restaram três, o que comprometeu os serviços. Na avaliação de Velocino, sobram máquinas, mas falta gestor.

O líder do PMDB, Paulo Périco, abriu com aparte à vereadora Gladis Frizzo do mesmo partido. Ela deu ciência da decisão do município que, conforme comunicado a RGE, não fornecerá mais energia elétrica para eventos natalinos promovidos voluntariamente há anos por Amobs e Clubes de Mães em praças de bairros e distritos.

A medida provocou frustração nas comunidades, especialmente em Galópolis, com sua Magia de Natal, e no pinheirinho da Lagoa, em Desvio Rizzo. Natal no escuro é o que acontecerá em Caxias, lamentou a vereadora.

A partir desta informação, Périco chamou a atenção para o fato de que o Natal em Caxias do Sul será menos iluminado que o Natal de nascimento de Jesus, projetando que a prefeitura estaria pensando em terceirizar também as comemorações natalinas. Lembrou que, enquanto Gramado promove seu Natal Luz, Caxias se contenta em ser uma cidade dormitório para o turismo, segmento que, junto com Desenvolvimento Econômico, terá os menores orçamentos de 2018. Sobre terceirizações, o peemedebista alertou que a responsabilidade na elaboração do edital de licitação é do Executivo e não do funcionário público, que só cumpre as exigências estabelecidas pelos gestores.

A vereadora Paula Ioris, líder do PSDB, apresentou um relatório de sua participação em eventos ligados à Comissão Temporária Especial para o Enfrentamento da Violência, da qual é presidente. Destacou as iniciativas que levaram à criação de uma Frente Parlamentar Nacional Mista com foco no combate à violência, realizada em Porto Alegre e liderada pelam deputada Yeda Crusius.

A parlamentar também falou que o “case” de atuação comunitária em Pelotas, que conseguiu reduzir os índices de criminalidade, deve ser trazido a Caxias em breve. Também acompanhou audiência pública promovida pela Câmara de Vereadores de Bento Gonçalves, que também criou uma Comissão Parlamentar Pró Segurança Pública. Paula está apreensiva quanto ao resultado da consulta popular sobre construção do presídio em Caxias, que espera, seja aprovado.

06/12/2017 - 14:04
Assessoria de Imprensa
Câmara Municipal de Caxias do Sul

Editor(a): Clever Moreira - 8697
Redator(a): Paulo Cancian - MTE 3.507

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