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Ana Corso reitera críticas à possibilidade de terceirização do Postão 24 Horas


Para a parlamentar, essa intenção do município pode tornar a saúde mercadoria


A vereadora Ana Corso/PT retomou as críticas à possibilidade de terceirização do Pronto Atendimento 24 Horas (PA/Postão 24H), no Grande Expediente da sessão ordinária desta quarta-feira (06/12). Para a parlamentar petista, essa intenção do município caxiense tende a tornar a saúde uma mercadoria.

Na opinião de Ana, a possibilidade de os serviços do Postão 24H serem terceirizados ou terem gestão compartilhada, como sinaliza a prefeitura, fragiliza o atendimento a quem mais precisa: a população. Ao ver a chamada pública divulgada pelo município em 1º de dezembro, com o objetivo de verificar as entidades sem fins lucrativos com interesse na gestão do espaço, a vereadora petista percebeu como um sinal rumo à privatização dos serviços. “Abrem o chamamento agora e retornam lá em março com tudo terceirizado, privatizado”, prevê.

Para embasar sua posição, Ana conta que têm recebido queixas da comunidade em relação a atendimento e à precariedade de materiais na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Zona Norte, cujo sistema é de gestão compartilhada do município com o Instituto de Gestão Humanização (IGH). Na plenária de hoje, a vereadora lembrou que tais dificuldades já foram listadas por colegas vereadores e acrescentou duas das queixas que recebeu sobre a UPA Zona Norte. Uma delas envolveu um paciente com o pulso quebrado. “Como não têm materiais, colocaram uma tala de papelão e o encaminharam ao Postão. Então, nós pagamos duas vezes. O desaguadouro é sempre no Postão, é lá que se resolve a maioria dos casos”, relata a vereadora.

Ana também informou que os médicos das Unidades Básicas de Saúde (UBS) estariam impedidos de solicitar ecografia dos pacientes. Caso os cidadãos fizerem esse pedido e o médico considerar necessário, terá de encaminhá-los ao Postão 24H. “Essa é a orientação. Um absurdo. Então, aquele papo de desafogar o Postão é uma mentira”, avalia a vereadora.

Diante de servidores da saúde, a parlamentar disse que é uma injustiça o que a prefeitura tem feito com eles. Na mesma linha se referiu às professoras de escolas de Educação Infantil conveniadas com o município que também se encontravam na plateia porque terão seus contratos encerrados e previsão de redução nos futuros salários, caso forem readmitidas.

“Não concordamos com a redução de salários (de vocês). Não parem a greve, continuem na luta”, afirmou Ana em tom de apoio às docentes. Em aparte, o vereador Rafael Bueno/PDT reforçou o incentivo às educadoras e disse que a greve é legítima até que ocorra uma nova assembleia da categoria.

06/12/2017 - 13:18
Assessoria de Imprensa
Câmara Municipal de Caxias do Sul

Editor(a) e Redator(a): Vania Espeiorin - MTE 9.861

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