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Renato Oliveira trata de desrespeito com laboratórios


Comunista critica comunicado do Executivo sobre centralização do serviço em hospital, prejudicando moradores distantes


A possibilidade de a prefeitura encerrar o convênio com laboratórios atuantes nos bairros e no interior dominou o pronunciamento de Renato Oliveira/PCdoB na Câmara Municipal desta quinta-feira (13/07). No grande expediente, o parlamentar considerou desrespeitosa a atitude do Executivo pela falta de diálogo com os prestadores do serviço público aos pacientes.

Ao se pronunciar, o comunista destacou a importância desses laboratórios no atendimento aos moradores de locais distantes da área central. Ressaltou que muitos desses estabelecimentos investiram em estrutura e em pessoal para melhor oferecer serviço ao município. O fim do contrato seria para atender uma determinação federal.

Agora, na avaliação de Renato Oliveira, com o fim do convênio, os laboratórios terão de demitir funcionários. Além disso, entende que o Hospital Virvi Ramos, única instituição que ainda faria o atendimento, não daria conta da demanda. Para ele, a questão deve ser revista.

Em aparte, Ana Corso/PT lembrou que em 2012 a administração municipal tomou medida semelhante, passando o atendimento laboratorial à UCS, o que acabou não dando certo e exigindo a descentralização do serviço. A petista sugeriu que a Comissão de Saúde e Meio Ambiente visite o Virvi Ramos, para verificar se o hospital tem condições de atender sozinho a demanda.

Também em aparte, Flávio Cassina/PTB concordou com a ideia de Ana Corso e avaliou que falta sabedoria e prudência do prefeito Daniel Guerra/PRB para resolver a questão. Cassina sugeriu que o contrato seja prorrogado por 90 ou 120 dias, até que o Executivo encontre uma solução para seguir atendendo comunidades dos bairros com serviço laboratorial.

Paula Ioris/PSDB pede que haja diálogo do Município com os laboratórios antes da tomada de qualquer decisão. Também concordou com a visita da Comissão de Saúde ao Virvi Ramos.

Em aparte, Edson da Rosa/PMDB acrescentou que a centralização exigirá ampliação do setor do hospitalar e logística para oferecer exame às populações de bairros e do interior. O peemedebista questionou qual lei determina que haja apenas um laboratório prestador do serviço e como ficaria o direito das pessoas de buscarem contraponto sobre seus exames em outros laboratórios.

Também em aparte, Elói Frizzo/PSB não entende a justificativa da prefeitura e nem quais as razões para a decisão. Gladis Frizzo/PMDB defendeu que os serviços laboratoriais não sejam retirados dos bairros. Rodrigo Beltrão/PT declarou a necessidade de o Executivo discutir no Legislativo tema tão sério, caso contrário, o parlamento deverá convocar a secretária da Saúde, Deysi Piovesan.

 

 

13/07/2017 - 12:07
Assessoria de Imprensa
Câmara Municipal de Caxias do Sul

Editor(a) e Redator(a): Clever Moreira - 8697

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