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Adiló alerta para falta de incentivos a empresas


Vereador tratou de saídas de Caxias do Sul e falou ainda sobre política nacional e embargo municipal


A geração de trabalho e renda em Caxias do Sul foi tema do vereador Adiló Didomenico/PTB nesta quinta-feira (18/05) na Câmara Municipal. Em seu espaço no grande expediente, o petebista também abordou a falta de incentivos para empresas se manterem ou se instalarem na cidade.

Para exemplificar, o parlamentar informou que nesta semana esteve na Intral, acompanhado do colega de partido e de Legislativo Alceu Thomé. Do diretor da empresa, os vereadores ouviram expectativa para aprovação de lei com isenção total de imposto para luminárias de led na Zona Franca de Manaus.

De acordo com Adiló, havendo esse benefício, a Intral não tem escolha e, por questão de sobrevivência, se mudaria para a Amazônia, já que em Caxias não seria mais competitiva. Adiló citou também que Paraguai, Bento Gonçalves e Flores da Cunha têm oferecido isenções fiscais, atraindo empresas.

“E nós, em Caxias, estamos aí. Não vamos jogar a culpa no atual governo. Já viemos há tempo nessa inércia. Não estamos dormindo, estamos roncando”, declarou o vereador, acrescentando que a cidade precisa com urgência gerar trabalho, renda, riqueza, para que as empresas também possam trabalhar pelo social.

Em aparte, Flávio Cassina/PTB disse que Caxias do Sul se notabiliza por agir no lado social, esquecendo o econômico, porque ao natural as empresas aqui se instalavam. O que hoje não ocorre. Para mudar essa situação, Cassina informou o desarquivamento de projeto de lei de 2015 que concede para novas empresas isenções e outros incentivos por cinco anos.

Em aparte, Alceu Thomé acrescentou dificuldades dos caxienses para obterem um alvará ou licença ambiental.

Gustavo Toigo/PDT pediu medidas urgentes para retomar crescimento econômico.

“O Poder Público Municipal, como todo, deveria ter política de incentivo, não apenas para quem aqui está, mas àqueles que desejam vir para Caxias do Sul.”

Sobre o escândalo nacional comprometendo o presidente da República, Adiló defendeu ser hora de discussão de parlamentarismo. Ressaltou o descrédito da população nos políticos de Brasília. No entanto, pediu cautela nas decisões, como nova eleição, para não haver mais prejuízos aos brasileiros.

Em relação ao bloqueio judicial de R$ 69 milhões dos cofres públicos na ação de indenização da Família Magnabosco, o petebista lembrou que a questão vem de anos. Que hoje a área não vale 10% do valor cobrado ao município. Mas disse que o prefeito Daniel Guerra/PRB precisa sair da inércia para reverter o embargo e negociar com a família.

 

18/05/2017 - 11:53
Assessoria de Imprensa
Câmara Municipal de Caxias do Sul

Editor(a) e Redator(a): Clever Moreira - 8697

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