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Comissão da Maesa e impasse com médicos são discutidos entre as lideranças de bancadas


Vereadores ampliaram outras pautas a partir da tribuna, na sessão ordinária desta terça-feira


Seis parlamentares ocuparam o espaço das declarações de líderes partidários, no grande expediente da sessão desta terça-feira (18/04). Entre as pautas, o impasse envolvendo o Executivo e a categoria médica que atende pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a edição de decreto que exclui o Legislativo de indicar representante na Comissão que discutirá o uso do prédio da Metalúrgica Abramo Eberle (Maesa) e impasse com médicos.

O vereador Renato Oliveira/PCdoB destacou recente reunião entre o Executivo e os médicos do SUS, que ocorreu ontem, na Prefeitura. Pelas informações do comunista, o prefeito Daniel Guerra retrocedeu na proposta feita à categoria, o que foi negado pelo líder do governo no Legislativo, vereador Chico Guerra/PRB. Segundo o republicano, em momento algum, o prefeito desfez a proposta, que continua a mesma: a criação de uma gratificação focada na produtividade e na qualidade do atendimento, com avaliação dos usuários sobre o atendimento.

Repercutindo as manifestações de Paulo Perico/PMDB, que levou à tribuna exemplos de empreendimentos inovadores e tecnológicos no exterior, a vereadora Paula Ioris/PSDB pontuou que não se pode esperar uma universidade federal se instalar em Caxias, para que se leve adiante uma visão de longo prazo. O vereador Adiló Didomenico/PTB salientou que, neste ano, o Legislativo terá que analisar e aperfeiçoar o Plano Diretor Municipal, para evitar a fuga de empresas. O vereador Edson da Rosa/PMDB emendou ser preciso encarar as novas realidades com o foco no fortalecimento da economia.

A edição extra de dois decretos referentes à Comissão Especial para Análise de Uso do Prédio da Maesa S/A, do Executivo, por parte do prefeito, foi pautada pelo vereador Rodrigo Beltrão/PT. Pelas duas últimas alterações, que revogaram dois decretos anteriores, a Câmara Municipal é excluída e não pode indicar um representante para fazer parte da comissão. “Isso mostra um pouco do traço autoritário do prefeito. Se não é quem eu quero, não será mais ninguém na Câmara de Vereadores que vai trabalhar na comissão”, afirmou Denise Pessôa/PT. “Quando vi o decreto emitido pelo prefeito, minha preocupação não foi somente com a Câmara, mas, também, com as outras entidades representativas que fazem parte da discussão”, completou Rafael Bueno/PDT.

As transições acompanhadas por Elói Frizzo/PSB, tanto no Executivo quanto no Legislativo, ao longo dos anos, foram por ele mencionadas, a partir da tribuna. O socialista criticou o que definiu como ruptura do procedimento de convivência, depois da posse da nova administração municipal. “Não fica mal para quem sucede reconhecer quem veio antes”, pontuou, citando investimentos que foram feitos por diferentes gestões.

O vereador Arlindo Bandeira/PP enfatizou a assinatura da ordem de inicio da implantação da adutora Marrecas-Rota do Sol, ontem, e externou a sua satisfação, em representar o Legislativo caxiense, no ato. Contou que os investimentos vão alcançar, futuramente, 200 mil moradores da Zona Norte, com base em dados do Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae).

Em seguida, o vereador Kiko Girardi/PSD comentou sobre críticas ao Legislativo, feitas por um leitor, em carta publicada pelo jornal Pioneiro, na edição desta terça-feira. Kiko lamentou que, por vezes, parte da imprensa preferisse dar ênfase a interpretações negativas do trabalho parlamentar.

18/04/2017 - 15:41
Assessoria de Imprensa
Câmara Municipal de Caxias do Sul

Editor(a): Fábio Rausch - MTE 13.707
Redator(a): Matheus Teodoro

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