Felipe Gremelmaier se solidariza com Centro Comunitário de Galópolis

Assessoria acompanhou inspeção promovida por juíza devido à disputa por antigo prédio

A convite de moradores de Galópolis, a assessoria do vereador Felipe Gremelmaier/MDB acompanhou nesta quinta-feira (11/04) uma inspeção da juíza Maria Aline Vieira Fonseca, da 2ª Vara Cível Especializada em Fazenda Pública de Caxias do Sul, no antigo Lanifício Sehbe, onde funciona o Centro Comunitário e Cultural de Galópolis. O gabinete do parlamentar está à disposição daquela comunidade ameaçada de perder o prédio por exigência do Poder Executivo.

A magistrada estava acompanhada da promotora pública Márcia Corso Ruaro. A Justiça decidiu ir ao imóvel após o ingresso de ação de interdito proibitório por parte da União das Associações de Bairros (UAB). A entidade tomou a medida porque a prefeitura exigiu devolução do prédio ao Município. No entanto, o espaço abriga o Centro Comunitário, um brechó para arrecadar fundos para manter animais abandonados, cursos e reuniões de moradores, ações que seriam prejudicadas.

A juíza ouviu moradores que defendem a manutenção das atividades no antigo lanifício, a procuradora-geral do Município, Cássia Andréa Azevedo Kuhn, representante do Poder Público interessado em tomar o prédio e técnicos da prefeitura que falaram sobre riscos causados pela precariedade da estrutura, que tem mais de 50 anos e por muito tempo ficou abandonada antes de receber melhorias por parte da comunidade.

A magistrada e os participantes do encontro percorreram salas, corredores, um teatro, escadas e outros ambientes que por anos foram utilizados e fazem parte da história de Galópolis. Maria Alice pediu entendimento e colaboração entre a prefeitura e os moradores para manter o patrimônio e também o trabalho voluntário da comunidade que, segundo ela, desenvolve no local ações que o Município não teria como arcar.

A juíza sugeriu que as partes se unam para reformar o andar térreo. Ressaltou que o Corpo de Bombeiros já informou à Justiça sobre perigo de incêndio, devido à fiação antiga, o que poderá gerar interdição. Os moradores argumentam que não há energia elétrica na estrutura, o que reduz risco de fogo. Mas ressaltaram que, caso a prefeitura lhes tome as chaves, o patrimônio ficará à mercê de invasão de usuários de drogas e vândalos.

Para a magistrada, durante uma reforma e por questão de segurança, a comunidade deveria dar sequência a seus trabalhos em outros locais de Galópolis, retornando ao prédio após a conclusão. Maria Alice pediu à procuradora que o Município apoie os moradores durante esse processo.

 

12/04/2019 - 09:51
Gabinete do Vereador
Câmara Municipal de Caxias do Sul

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Crédito: Clever Moreira