Périco elogia postura da Câmara sobre impeachment

Em sua ótica, a Casa não atuou com politicagem na votação da admissibilidade de denúncia contra Daniel Guerra, mas com fundamentação

A postura do Legislativo caxiense durante a votação da admissibilidade do processo de impeachment do prefeito Daniel Guerra/PRB, rejeitada por unanimidade no último dia 5, foi repercutida pelo vereador Paulo Périco/PMDB na sessão desta terça-feira (12/09). Para ele, a atuação da Câmara foi de maturidade e responsabilidade diante da situação.

Périco afirmou que tanto o Executivo quanto o Legislativo não saíram vitoriosos após a rejeição da denúncia protocolada pelo bacharel em Direito João Manganelli Neto. Porém, em sua ótica, a Câmara saiu fortalecida, pois se dedicou à leitura do documento e teve a postura responsável de votar contra a acusação. “Não houve politicagem, todos os vereadores votaram com fundamentação”, disse.

O parlamentar mencionou que a palavra mais utilizada pelos apoiadores de Guerra é "mimimi” para se referir, principalmente, ao que chamam de “velha política”. Nesse sentido, Périco questionou o que seria a “nova política”: “A nova política é não conversar com a sociedade e não receber associações de moradores e a concessionária do transporte coletivo?”.

Também esteve na pauta do vereador a homenagem prestada pela Câmara à Escola Estadual Especial João Prataviera, em sessão solene no último dia 6. Sobre educandários que tratam de crianças com deficiência, o parlamentar disse que dois prefeitos entraram para a história por terem tido uma relação de sensibilidade com a comunidade.

O prefeito Victorio Trez (1969-1972 e 1983-1988) doou o terreno na Rua Visconde de Pelotas onde opera a João Prataviera. Já o prefeito Armando Alexandre Biazus (1959-1963) cedeu a área no bairro Cinquentenário, onde funciona a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae).

O peemedebista criticou a Prefeitura por ter pedido, em junho, que a Apae consertasse, com recursos próprios, a calçada em frente à entidade, mesmo sabendo da dificuldade financeira enfrentada pela Associação. Ele afirmou que esta atitude fará com que a administração de Guerra fique para a história, assim como o fato do gestor ter sido alvo de denúncia na tentativa de ser processado por impeachment em apenas sete meses de governo.

Por fim, Périco também repercutiu o projeto do Executivo que institui o Talian como Patrimônio Cultural de Caxias do Sul. Ponderou que, quando a Câmara aprovou proposta do vereador Gustavo Toigo/PDT, que previa o idioma como segunda língua do município, houve forte discurso dos vereadores de situação contra a iniciativa. Para ele, a atitude demonstra que o Executivo sequer acompanha as iniciativas do Legislativo.

12/09/2017 - 11:18
Assessoria de Imprensa
Câmara Municipal de Caxias do Sul

Editor: Clever Moreira - 8697
Redator: Matheus Teodoro
Peemedebista também tratou da Escola João Prataviera e Apae

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Crédito: Franciele Masochi Lorenzett